Um pouco de história

O diagnóstico de cancro da mama pode mudar a vida da mulher e as vidas daqueles que com ela se relacionam; estas mudanças podem ser difíceis de ultrapassar.
Por vezes as doentes sentem angústia ou depressão - reacções normais quando se tem um problema de saúde - ; muitas vezes têm medo de que as mudanças no seu corpo afectarão a sua auto-imagem, que as relações com a família ou com os amigos serão alteradas e que as relações sexuais com o seu companheiro também serão deterioradas.
Algumas vezes podem também surgir problemas laborais.

O Grupo de Trabalho do Núcleo de Senologia do Hospital do Desterro procurou sempre reconhecer que o Cancro da Mama não é só fazer o diagnóstico, instituir tratamento ou promover o internamento hospitalar - tenta olhar para o doente e sua família no âmbito emocional, mental e social.

Assim, médicos, enfermeiros, fisioterapêutas, assistentes sociais, psicólogo, nutricionista e assistente administrativo procuraramm que o Núcleo de Senologia constituisse um lugar onde a mulher e a sua família pudessem exprimir os seus sentimentos e receber a ajuda que necessitem . Procuraram ajudar as mulheres a viver com o CANCRO.

Acompanhando este Grupo de Trabalho foi criado um Grupo de Apoio, constituído pelas mulheres já tratadas cujo lema é “AME E VIVA A VIDA“ destinado a ajudar as doentes acerca das suas relações pessoais, dos seus problemas e do seu futuro. No dia 30 de Outubro de 2005, no Centro de Congressos de Lisboa, oficializou-se este Grupo, com uma confraternização de cerca de 250 mulheres mastectomizadas e que teve a colaboração dos Laboratórios Roche. Com base neste Grupo de Apoio, o Responsável do Núcleo de Senologia resolveu propor a criação da Associação; assim, em 23 de Maio de 2006, foi feita a escritura notarial e em 3 de Junho de 2006, com a parceria do Laboratório Novartis, foi oficialmente dada a conhecer à Comunicação Social a sua existência.

Em 18 de Novembro de 2006 realizou-se a Assembleia Geral para a eleição dos Orgãos Sociais da Associação.

Com autorização do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa - Zona Central e, até ao encerramento do Hospital do Desterro a Associação funciona nas antigas instalações do Núcleo de Senologia.