Apoio à mulher com Cancro da Mama

Reabilitação - Fisioterapia

Observação médica - pré-operatória, prescrição dos tratamentos post operatório

Independentemente da técnica cirúrgica, se o carcinoma da mama for invasivo há sempre esvaziamento axilar ganglionar que associado ou não à radioterapia pode levar a morbilidade elevada do membro homolateral.

Dor , parestesias, diminuição da força muscular, redução da amplitude de movimentos e linfedema que podem vir a interferir na qualidade da vida das mulheres.

Podemos reduzir se dermos suporte imediato post operatório - programa fisioterapeutico - logo iniciado precocemente- reabilitação física associada à psicológica social, e profissional .
Compete ao fisioterapeuta prevenir as complicações que podem aparecer quer da doença quer das terapias efectuadas.
Quando intervém deve ter atenção a este doente que tem na frente - estado emocional e à doença que ele tem.

 

Vigilância


Após os tratamentos, todos os doentes devem ter uma observação clínica (Sinais e sintomas devem ser pesquisados) de 6 em 6 meses durante os primeiros 5 anos e depois anualmente.
Refira ao clínico todos os sinais ou sintomas que observou ou sentiu, para que possa ser bem esclarecida
Realizar anualmente mamografia da mama contralateral; se a cirurgia tiver sido conservadora, realizar 6 meses após a radioterapia mamografia bilateral e realizar outra ao fim de novo período de 6 meses; posteriormente realizar mamografias anualmente.
Não vai realizar outros exames, se não existirem sintomas ou sinais que sugiram reaparecimento da doença.
Incentivar a continuação mensal do auto - exame mamário.

 

Avaliação psicológica


Há muitas estratégias que podem apoiar o impacto emocional de ter cancro

A mulher não pode ser encarada apenas porque tem um diagnóstico,foi submetida a um tratamento e esteve internada num hospital.

Os nºs de estatística do cancro da mama reforçam a validade do medo da mulher no que diz respeito ao seu diagnóstico.
O palpar um nódulo ou ter qualquer alteração numa mamografia perturbam qualquer mulher.

Devemos aceitar que a mulher tem urgência em ser avaliada aquando estes dados aparecem.
O nível de ansiedade é muito elevado até o diagnóstico ser feito.

A informação dada à mulher nesse momento pode levar ao aparecimento de novos medos.

Deve ser feito um balanço correcto na tentativa de acalmar a mulher, pois ela pode sentir que é o começo do fim - cancro igual a morte -.

Por vezes não ouvem mais nada do que lhe estamos a transmitir; exprimem sentimentos ou emoções que podem demorar horas, dias ou semanas.
É necessário estabelecer uma abordagem correcta da mulher e da sua família.

A relação com o seu médico deve ser de boa comunicação -procurar tirar dúvidas- e de respeito; ajudará no processo de cura da mulher.

Procurar que ela conheça bem a doença é o antítodo do medo.

Cancro da mama não só atinge o corpo da mulher como altera a sua vida; pode destruir a sua identidade e a sua confiança.

Por vezes manifestam ou sentem uma variedade de perdas- mama, saúde, cabelo, amor, apoio e vida.

 

Avaliação problemas sociais


Compete à Técnica Assistência Social avaliar a doente e dar apoio em todas as vertentes de carência pessoal e familiar ou nas dificuldades a ultrapassar.

Informar de todos os direitos assistênciais, por ser portadora de doença oncológica.

Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social Português. Trata-se de um organismo criado pelo estado para prover condições de provisionamento e condições de vida a todos os cidadãos portugueses.

E existe para situações de desemprego,reformas, pensões, salário mínimo garantido, abonos familiares, cuidados de saúde e outras regalias sociais.

Legislação de apoio ao doente com cancro da mama


O Estado Português confere alguns benefícios / direitos aos portadores de doença – cancro da mama

Têm que apresentar um grau de incapacidade igual ou superior a 60 %

Para usufruir de qualquer benefício / direito têm que apresentar atestado de incapacidade – Decreto Lei 202/96 de 23/10 e Decreto Lei 174/97 de 19/07; para obtenção do atestado:

Dirigir requerimento para avaliação de incapacidade ao Adjunto do Delegado Regional de Saúde, ou ao Delegado do Concelho de Saúde da residência acompanhado de relatórios médicos e meios auxiliares complementares de diagnóstico, solicitando uma Junta Médica
O grau de incapacidade é atribuído de acordo com Decreto Lei 341/93


INCENTIVOS

• Incentivos e apoios técnicos e financeiros a programas de Reabilitação Profissional
de pessoas portadoras de deficiência - DL 247/89 de 05/08

• Incentivos à criação de emprego para pessoas em situação de desfavorecimento,
incluindo as pessoas portadoras de deficiência – Empresas de Insersão - Portaria
348-A/98 de 18/06

Incentivos ao emprego domiciliário de trabalhadores portadores de deficiência - DL
31/98 de 13/07

BENEFÍCIOS

FISCAIS
São atribuídos de acordo com o estatuto dos benefícios fiscais- DL 215/89 de 01/07

IRS - DL 442-A/8 de 30/11 - Legislação alterada pela legislação associada ao
Orçamento de Estado para 2007

IVA - redução da taxa do IVA a utensílios ou aparelhos especialmente concebidos para pessoas portadoras de deficiência - Despacho conjunto 37/99 de 10/09 (M. Finanças, M. Saúde e M. Trabalho e Solidariedade)

HABITAÇÃO PRÓPRIA / ARRENDAMENTO

HABITAÇÃO SOCIAL - DL 50/77 de 01/08 - Em caso de igualdade nas condições de acesso têm preferência na atribuição de habitação social, os cidadãos que apresentem situções especiais, nomeadamente de saúde

CONDIÇÕES ESPECIAIS DE CRÉDITO PARA A AQUISIÇÃO / CONSTRUÇÃO DE
HABITAÇÃO PRÓPRIA
- DL 230/80 de 16/08, DL 541/80 de 16/07 e DL 98/86 de
17/05 - Define o benefíco de taxas de juro mais baixa, correspondente à taxa de juro
praticada relativamente aos trabalhadores das instituições de crédito

ARRENDAMENTO - DL 46/85 de 20/09, DL 68/86 de 27/03 e DL 321-B/90 de 15/10 -
Define a atribuição de um subsídio de renda para arrendatários portadores de
deficiência de grau maior ou igual a 60%, no caso destes não possuírem rendimentos
suficientes, variando o seu montante de acordo com os eu rendimento, dimensão do
agregado familiar e o montante da renda a pagar.

SAÚDE

TAXAS MODERADORAS - DL 54/92 de 11/04 - Define como isentos do pagamento
das taxas moderadoras os doentes do foro oncológico

JUNTAS MÉDICAS - despacho 12/94 de 26/03 (M. Saúde)

ACOMPANHAMENTO FAMILIAR DE DOENTES HOSPITALIZADOS - Lei 109/97
de 16/09

AJUDAS TÉCNICAS


Lista dos utensílios e aparelhos ou objectos especificamente concebidos para a utilização por pessoas com deficiência com taxa de IVA reduzido - Despacho conjunto 37/99 de 15/01

SEGURANÇA SOCIAL

• PRESTAÇÕES NA DOENÇA - DL 132/88 de 20/08 - Define e melhora particularmente a protecção na doença de longa duração, estipulando que todas as situações de doença qualquer que seja a sua natureza, desde que se mantenham por um período consecutivo de 365 dias, determinam o pagamento do subsídio de doença mais elevado.

• ESQUEMA DE PROTECÇÃO ESPECIAL PARA OS DOENTES DO FORO

ONCOLÓGICO - DL 92/00 de 19/05 - Permite o acesso dos doentes do foro oncológico à pensão de invalidez, com um "esquema de protecção social especial" mais favorável do que o Regime Geral e o regime não contributivo da Segurança Social

TRANSPORTES

• CINTO DE SEGURANÇA - Portaria 849/94 de 22/09 e Despacho conjunto 43/94 - Define as condições a que obedece a isenção da utilização do cinto de segurança, por graves razões de saúde, devidamente comprovadas por atestado médico de isenção, passado pela autoridade de saúde da área de residência.

Legislação de apoio ao doente com Cancro da Mama

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