Quatro novos genes que aumentam risco de cancro da mama

Num estudo recentemente publicado na revista científica " Nature ", uma equipa internacional de investigadores identificou quatro novos genes que aumentam o risco de contrair cancro da mama, o que pode ajudar a prevenir a doença e indicar melhores tratamentos.

Neste estudo, foram analisados o DNA de cerca de 50.000 mulheres - metade das quais tinham cancro da mama.

Um dos peritos responsável pela investigação, Dr. Douglas Easton, da Universidade de Cambridge, afirmou que o método usado para a identificação destes quatro genes, possa conduzir à descoberta de muitos mais genes responsáveis pelo cancro da mama; explicou que quantos mais genes se descobrirem mais fácil será desenvolver testes que combinem variados genes, aumentando dessa forma a eficácia dos testes, dos diagnósticos e dos tratamentos para o cancro da mama.

Com esta investigação, os cientistas que podem ajudar a identificar as mulheres mais susceptíveis de desenvolver esta doença, pois os genes alterados podem ser transmitidos aos descendentes.

Os quatro genes identificados (FGFR2, TNRC9, MAP3K1 e LSP1) são responsáveis por quatro por cento dos cancros da mama.

Os genes - BRCA 1 e BRCA 2 - foram os últimos ( década de 90 ) a ser identificados com responsabilidade na transmissão hereditária da doença.

Em Portugal cerca de 5 a 10 % dos cancros de mama são hereditários.